Tudo sobre o Cigarro eletrônico

Vaping: o que é e como começar

 

Certamente você já viu ou ouviu falar dos famosos cigarros eletrônicos. Na última década, eles vem ganhando adeptos e crescendo exponencialmente no mercado brasileiro.

Embora o conceito seja basicamente o mesmo, os e-cigs existem em diversas formas: às vezes parecem uma caneta, outras são algo como um tubo metálico e tem até aqueles com visual mais futurista, com visor cheio de números e luzes.

Com tantos detalhes a serem considerados, é natural que muitas pessoas curiosas com esse universo fiquem um tanto perdidas ao se perguntar: o que eu preciso saber para começar a vaporar?

Tem dúvidas e quer entender melhor? Descubra aqui um pouco mais sobre o vaping: a história, seus componentes, práticas e dicas especiais para iniciantes.

 

O que é um vaporizador?

O ato de inalar vapor produzido por um mecanismo eletrônico leva o nome de vaping. Naturalmente, o dispositivo utilizado para produzir esse vapor é conhecido como vaporizador ou vape.

O vaporizador transforma o material (líquido concentrado ou erva seca) em vapor através do aquecimento do mesmo. É formado, normalmente, por uma bateria que gera a energia para o aquecimento de uma resistência no atomizador, que é responsável por entrar em contato com o líquido deixando-o pronto para a inalação.

Em constante evolução em tecnologia e design, hoje existem quatro gerações de vaporizadores:

  • Primeira geração: os primeiros a chegar no mercado, estes buscam simular a aparência e forma de um cigarro, cigarrilha ou charuto. Podem também ser descartáveis, contando com uma parte que funciona como bateria, um atomizador e um cartucho com a substância. Estes podem ser jogados fora quando a bateria e o líquido acabarem, mas há também aqueles que podem ser recarregados para novos usos.
  • Segunda geração: mais avançados, muitos deles já vem com bateria recarregável com opção de você mesmo recolocar o líquido a ser vaporizado no tanque do aparelho. É bom lembrar que alguns modelos ainda adotam cartuchos não-reutilizáveis. A aparência ainda é alongada, lembrando uma caneta, mas vários já são um pouco mais robustos. Seu custo de utilização é mais baixo, pois não são descartáveis. O mais caro, no fim, é o aparelho, justamente desenvolvido para durar muito mais.
  • Terceira geração: aqui está a maioria dos cigarros eletrônicos de hoje em dia. Vemos o aparecimento dos mods, que são uma espécie de “cérebro” do vape, servindo como fonte de energia. Com eles, você tem mais autonomia na hora de controlar a potência e regular a quantidade de vapor produzida. Eles oferecem controles de voltagem e alguns dispositivos de segurança também. Mods mecânicos também surgem como parte da terceira geração: não utilizam circuitos integrados e o contato entre as baterias, além do aparato de aquecimento, é proporcionado de forma física e não eletrônica.
  • Quarta geração: muitas pessoas consideram até a terceira geração, mas a verdade é que existe uma nova alternativa que chega no mercado. Especialistas e usuários já identificam a quarta geração, que traz controle automático de temperaturas, capacidade de lidar com resistência bastante baixa em ohms e outros recursos modernos. São aparelhos certamente mais caros, mas também tecnológicos.

 

História

Onde foi que tudo isso começou, afinal? O que muitos não sabem é que o princípio da tecnologia por trás dos cigarros eletrônicos veio da china.

O farmacêutico chinês Hon Lik passou sua vida lutando contra o tabagismo, um vício que já havia custado a vida do seu pai, um fumante inveterado. Por conta disso, em 2001 Lik, que utilizava adesivos com altas doses de nicotina tentando parar de fumar, concluiu que deveria haver outro jeito para lidar com esse problema.

Para dar à luz a esse conceito, ele se baseou em ideias que já havia tido enquanto lidava com o consumo de outras substâncias com as quais trabalhava. Lik desenvolveu um dispositivo que vaporizava a nicotina diluída utilizando ultrassom. Assim, ele poderia inalar o vapor sem a necessidade de absorver outras tantas substâncias perigosas encontradas nos cigarros convencionais.

No ano de 2003, o farmacêutico já havia conseguido reduzir o tamanho da invenção, apresentando um verdadeiro modelo portátil e pronto para o mercado. O primeiro cigarro eletrônico então foi patenteado ainda naquele ano, utilizando elementos ultrassônicos e piezoelétricos - que são cristão capazes de gerar tensão elétrica através de pressão mecânica.

O que começou como uma ferramenta contra o tabagismo, acabou virando uma prática que se tornou um hobby, conquistando muitos adeptos ao redor do globo.

A maioria dos e-cigs já não utiliza mais a tecnologia de ultrassom, mas um sistema de baterias elétricas. Outra coisa mudou: o líquido vaporizado não precisa necessariamente conter nicotina, evitando a absorção de elementos carcinogênicos encontrados nos cigarros comuns.

 

Os materiais vaporados

A maioria dos vapers utiliza os chamados e-líquidos (e-juices ou essências), mas existem outros materiais possíveis de ser encontrados. Entre eles estão concentrados cerosos e ervas secas, por exemplo.

Dependendo do vaporizador, diferentes materiais podem ser suportados, influenciando na estrutura física do mesmo. Os vaporizadores de líquidos vêm com um cartucho ou tanque. Por outro lado, os vaporizadores de ervas secas têm uma câmara de aquecimento.

Paralelamente, existem também os vaporizadores multifuncionais. Estes permitem diferentes materiais demandando apenas uma simples troca de cartuchos.

 

Os e-líquidos, e-juice ou essência para cigarro eletronico

Eles podem vir em muitos nomes: e-juice, e-liquid, líquido eletrônico, enfim. Este é o material primário utilizado pelos vaporizadores, consistindo em uma base de PG (propilenoglicol) e VG (glicerina vegetal). São aromatizantes e podem ou não conter nicotina em sua fórmula.

Os sabores existentes no mercado são variados, entre os frutados mais simples e alguns verdadeiramente inovadores, como doces, sobremesas complexas e etc.

Aromatizantes e essências são somados a essas substâncias-base para complementar com sabor e aroma, além da própria nicotina, se for o caso.

Compostos orgânicos sem cor ou cheiro, o PG e VC já são utilizados em uma série de produtos alimentícios e medicamentos que vemos por aí. Consideradas seguras para consumo, seu aquecimento produz o característico vapor denso e branco que os cigarros eletrônicos geram.

 

Dicas para o seu primeiro vape

Se interessou? Antes de entrar de cara no mundo vape, fique atento a algumas dicas especiais.

Primeiro, é importante ler o manual de instruções que veio junto com o dispositivo da sua escolha. Cada vaper é um vaper, por isso é importante se informar a respeito e estar ciente acerca dos detalhes sobre sua utilização.

Antes de usá-lo pela primeira vez, também é importante carregar o dispositivo por pelo menos 4 hora, até que a luz de carregamento apague ou informe que a bateria foi carregada 100%.

Eles também têm um botão de liga e desliga que, muitas vezes, é o mesmo a ser acionado para vaporar. Fique atento: se você não mantiver esse botão apertado enquanto “vapora”, o vapor não vai sair, não. Outro cuidado é não apertar o botão sem puxar o ar pelo bocal. Se o ar não passa pela resistência, ela pode queimar.

Ao utilizar pela primeira vez o seu vaper, encha o atomizador até a metade e pingue de 3 a 4 gotas pelo bocal. Depois disso, aguarde alguns minutos antes de usar. Sempre que trocar a resistência do aparelho, aconselhamos repetir o mesmo processo.

Alguns fatores influenciam na duração da resistência. Tempo de uso, forma de uso, líquidos duvidosos, entre outros, podem comprometer sua vida útil. Por isso, quando você começar a sentir gosto de queimado, é melhor trocar a resistência.

Por fim, lembre-se que é importante certificar-se de que cada peça está conectada corretamente. Caso não esteja, é possível experimentar problemas na hora de carregar o dispositivo. Se você montou corretamente e está utilizando um cabo USB com bom funcionamento, é para estar tudo certo. E claro: quando não estiver usando, desligue seu vaper. A sua bateria agradece.

 

É seguro?

Um ponto a ser ressaltado é a segurança. Não só para a saúde, os vapes normalmente são dispositivos eletrônicos extremamente seguros. Nos raros casos onde ocorre algum acidente, estes são causados por mods malfeitos ou que pecam na manutenção adequada.

No geral, as chances de acidentes são as mesmas que você teria com o seu aparelho celular. Quando utilizados corretamente, os vaporizadores não trazem qualquer problema para o usuário. Pelo contrário: muitas pessoas descobriram neles uma maneira de cortar o cigarro convencional, aliviar o estresse ou simplesmente passar o tempo de uma forma prazerosa.

Mas apesar do nome, os aparelhos de hoje estão cada vez mais distantes do “cigarro”, muitos deles não possuindo a mais remota semelhança visual. Além dos cilíndricos, alguns tem formato de caixa, cachimbos e se utilizam de diversos tipos de materiais como aço, madeira, alumínio e até mármore.

Existe vaporizador para todos os gostos e os avanços tecnológicos não estão nem perto de parar. Com o crescimento no mercado, é certo que teremos novas opções, melhores recursos e ainda mais vantagens para o consumidor em termos de segurança e praticidade.

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